O que nos leva a fazer dieta é com toda certeza o peso adquirido, mas sempre tenho tendência a pensar que meu corpo se lembra de quando era magro e gostaria de voltar a sê-lo. E que quando estiver no meu peso "ideal" ficarei assim para sempre, mas hoje lendo mais um pouco do livro do Dr. Pierre Dukan tive a triste constatação de que, na verdade, é o maior peso que já tive que fica memorizado e é constantemente lembrado e procurado.
Penso então, que emagrecer é verdadeiramente uma luta contra meu cérebro, eu de um lado (minha consciência) forçando para que ele fique satisfeito com quantidades menores de alimento, e ainda: feliz, e bonito, e saudável, e ..., e por outro lado meu cérebro lutando bravamente para voltar ao maior peso que já tive. Honestamente isso não parece justo!!!! Ter que lutar com algo que está dentro de mim e que tenta estar no comando sem que eu deseje. Mas o que, de fato, é justo neste mundo?
Acredito que a vida seja assim mesmo, uma luta constante desde o nascimento!!!
Lutamos contra a fome, o abandono, a miséria, os vírus, as bactérias, a morte, etc. UFA! E agora com o peso.
Mas não desisto, as vezes fico mais desanimada, mas a verdade é que nunca desisti de mim realmente, e por mais difícil que seja continuarei à buscar uma forma de permanecer saudável e deixar o meu corpo o melhor possível.
No livro "Eu não consigo emagrecer" o Dr. Pierre Dukan nos conscientiza que o ganho de peso não é acidental. Que ele pode ser oriundo tanto de nossa origem familiar, quanto adquirido e esse peso esta memorizado em "nosso disco rígido", ou seja, no nosso cérebro.
Ele também nos diz que é possível emagrecer, mas teremos que buscar um meio, que ele acredita poder ser o menos penoso possível como um "modelo", um "estilo" de vida para lutar contra essa tendência de engordar tudo novamente.
Portanto, não há milagres, não há fórmulas mágicas, não há fim. O que existe é uma disciplina e uma escolha consciente do que podemos ou não comer e fazer. Desta forma, entendo que nunca poderemos comer desmedidamente como gostaríamos e ainda sermos magros, não dá para boicotar a dieta, ou achar que encontraremos outras soluções mais fáceis e permanentes, isto é ilusão. Precisamos comer o que podemos e encontrar satisfação nisso, o que para mim compreende aprender a comer aquilo que nos dá maior prazer, o que para muitos é a proteína e portanto leva a escolha desta dieta que privilegia a ingestão de proteínas.
Falando honestamente o acontece comigo nesta dieta: claro que sinto falta de muitas coisas neste tipo de alimentação e que tenho notado que meu corpo não se sente confortável, não por sentir necessidade de comer mais, mas por se mostrar muito sensível ao acúmulo de toxinas e reagir com intolerâncias a alguns alimentos.
Além disso tem as questões que desenvolvi ao longo de minha vida no que se refere ao consumo excessivo de produtos animais, e que está relacionado a uma ética que me deixa um tanto culpada. Mas honestamente, neste momento essa dieta é a que consigo fazer, mesmo culpada. Neste momento tenho o seguinte pensamento: "antes culpada magra, do que culpada gorda"!!!! Afinal me sinto culpada de qualquer jeito, pois quando não estou fazendo dieta faço uso de grandes quantidades de proteínas e industrializados a maior parte do tempo, sob o disfarce de uma alimentação saudável. Se assim não fosse eu seria uma pessoa magra e ponderada que se alimenta de produtos orgânicos e leves, e não estaria aqui neste momento pensando e escrevendo sobre "ser e estar gorda".
Portanto continuo a dieta e vou contando aqui esta jornada, muito árdua, mas que traz grandes esperanças de que conseguirei encontrar uma alimentação que me satisfaça, e outras formas de prazer que não seja somente através dos alimentos, e que finalmente isso me dê um maior equilíbrio para manter o que conquistei.
Abraços.
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