Hoje é provavelmente o último dia que escreverei aqui em 2013. Irei viajar e só voltarei no começo de janeiro.
Pensei em enviar uma linda mensagem de Natal para todos, mas como sempre fico adiando escrever sobre o tema, acredito que não sei escrever sobre ele e qualquer coisa seria uma cópia do que poderia ser o Natal, ou do que eu poderia desejar à todos no Natal.
Isso se deve ao meu esquecimento sobre Natais muito antigos, ou seja não me lembro muito dos meus Natais da primeira infância, lembro em parte dos almoços que minha mãe e minhas tias faziam no sítio do meu avô para a reunião anual da família (eu devia ter uns 6, 7 anos), e mesmo sendo muito pequena me lembro de quanto desconforto existia ali. Parecia que uma bomba-relógio estava em meio aos convidados e poderia estourar a qualquer momento. Mas sei hoje, que estas eram as minhas impressões e não sei se eram reais.
Após o falecimento do meu pai o Natal passou a ter um sabor muito amargo, e eu passei a não comemorá-los mais, os almoços para a reunião em família desapareceram e minha família desistiu do Natal.
Em certo momento no sítio da minha mãe os adolescentes e jovens adultos voltaram a se reunir para o Natal, não um Natal tradicional, mas uma farra e tanto. Chegávamos a passar dias jogando, comendo, bebendo e dançando e tudo mais, e confesso ERA MUITO BOM!!!!!
Nós humanos somos assim tendemos a lembrar mais do que nos feriu, do que foi ruim, do que das coisas boas. Mas de alguma forma ainda me recordo de coisas boas e engraçadas mesmo durante um período muito turbulento da minha vida.
Os Natais em uma família que não acredita nele é um Natal sem lembranças!
Quando comecei a namorar meu marido a família dele passou a me convidar para os natais o que aceitei de bom grado, e pude a princípio conhecer um típico Natal. O que me chamou a atenção foi que em meio aquela família durante o Natal a tal bomba da infância também estava presente, e não era somente minha sensação: todo ano tinha barraco, barraco de classe média. Eu não conseguia entender!
Afinal o que é mesmo o Natal????
Mesmo assim participei dos Natais com a família do meu marido até a morte do meu sogro e sabe o que aconteceu depois disso? O Natal também morreu naquela família, pelo menos o Natal como era conhecido até então. E agora meu marido, meus filhos e eu voltamos a passar o Natal com a minha família, mas fico penalizada de ver as crianças na casa da minha mãe nesta época, pois não há sequer um enfeite de Natal. Lembro-me de minha sobrinha pequenina chegar no sítio e perguntar onde o papai noel deixaria seu presente, pois não havia árvore montada. Nesta ocasião precisei ir com ela até o guarda-roupa e juntas montarmos uma pequena árvore que eu havia dado a minha mãe no ano anterior, e pude perceber o quanto todos que estavam ao redor não se importavam com o fato.
Não sei mesmo dizer o que posso esperar do Natal mas eu aguento, sou forte e já renasci das cinzas muitas vezes!!!!
Que este Natal possa representar um momento de perdão, generosidade, gratidão!
Não quero com isso dizer que devemos esquecer tudo que aconteceu de ruim e errado, ou que devemos passar por cima de qualquer feito anterior, mas sim que devemos ser generosos no sentido de permitir uma abertura futura para a resolução de conflitos (marque um dia e hora no princípio do próximo ano, ou entre o Natal e o Ano Novo para conversar sobre o ocorrido).
E sejamos todos gratos por estarmos vivos, por termos a oportunidade de evoluirmos, de sermos criativos, de construir nossas vidas e nossos relacionamentos!
Abraços e até breve!
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